Em março de 2025 o governo lançou o Crédito do Trabalhador com a proposta de permitir que o trabalhador contrate consignado privado direto pela Carteira de Trabalho Digital, sem depender de convênio entre empresa e banco. Um ano depois, o programa já é um dos maiores marcos recentes do crédito no Brasil, e trouxe algumas mudanças para quem trabalha com folha de pagamento.
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O que mudou em relação ao modelo antigo
Antes, o acesso ao consignado privado dependia de acordos entre a empresa e um número limitado de instituições financeiras. O DP tinha papel central na habilitação dos contratos. Hoje, a contratação é 100% digital, o trabalhador compara propostas de vários bancos e fintechs, e a empresa deixou de ser intermediária obrigatória do processo.
Os números de um ano de programa
O crescimento chama atenção: R$ 117 bilhões em empréstimos movimentados e R$ 100 bilhões de saldo ativo na carteira de consignado privado, um aumento de 142% na oferta de crédito pelos bancos. O programa ampliou o acesso especialmente para trabalhadores de baixa renda, que antes tinham poucas opções fora do crédito pessoal e do rotativo do cartão.
O que isso significa para o DP
O DP ganhou menos negociação com bancos e processos mais digitais, mas herdou novas responsabilidades. A qualidade das informações enviadas ao eSocial virou fator crítico: desde outubro de 2025, o sistema valida os descontos do programa, e erros cadastrais podem bloquear os valores e gerar transtorno direto ao colaborador. Some a isso o alinhamento constante entre DP, RH e área financeira para conferir descontos, calcular a margem consignável de 35% e lidar com admissões e desligamentos de contratos em andamento.
A novidade de junho de 2026: garantias com o FGTS
A partir deste mês, o trabalhador pode vincular ativos do FGTS e verbas rescisórias como garantia nos contratos, o que tende a reduzir os juros cobrados. Na prática, até 35% das verbas rescisórias, até 100% da multa do FGTS e até 10% do saldo de quem aderiu ao saque-rescisão podem ser comprometidos. A adesão é opcional, mas o DP vai precisar responder dúvidas sobre como isso afeta as rescisões de colaboradores com contratos vinculados.
O que fazer a partir de agora
Duas frentes ajudam o DP a se antecipar: auditar com regularidade os eventos enviados ao eSocial, para evitar bloqueios automáticos de descontos, e investir em capacitação da equipe sobre as regras da Portaria MTE nº 240/2026 e as margens consignáveis. Programas internos de educação financeira também reduzem o volume de dúvidas e ajudam a identificar colaboradores em risco de endividamento antes que o problema cresça.
Como o Epays pode ajudar o DP neste momento.
Com o aumento das dúvidas dos colaboradores sobre descontos, margem consignável e garantias vinculadas ao FGTS, o DP também começa a lidar com uma nova demanda: orientar e formalizar. O Epays ajuda nesse processo, desde a comunicação com o colaborador até a disponibilização de documentos com assinatura eletrônica, quando for preciso registrar ciência sobre condições do contrato ou alinhamentos internos. Isso dá mais segurança jurídica pra empresa e menos burocracia pro time de DP. Fale com a gente e veja como facilitar essa rotina.
Conteúdo técnico: Larissa Anhaia




