eSocial e afastamentos: como o RH deve agir após a revisão de 20 de outubro

Atualização do evento S-2230 modifica a validação de informações sobre afastamentos anteriores. Entenda o preenchimento e organize a conferência antes do envio.

Um trabalhador apresenta um novo atestado. O RH recebe o documento, registra as datas e encaminha as informações para a folha. Mas existe uma pergunta que pode precisar de verificação: houve outro afastamento recente e ele decorreu da mesma doença?

Sumário

Essa análise merece atenção com a revisão da Nota Técnica S-1.3 nº 07/2026, publicada em 20 de outubro de 2026. O documento flexibilizou a validação do campo infoMesmoMtv, no evento S-2230 — Afastamento Temporário, para afastamentos com início em 26 de outubro de 2026 ou depois.

Para o RH e o Departamento Pessoal, a preparação envolve conferir o histórico do vínculo, obter informações confiáveis e confirmar se o sistema utilizado contempla a revisão.

O que é o campo que mudou?

O campo infoMesmoMtv informa se o afastamento decorre da mesma doença que gerou afastamentos anteriores, dentro de 60 dias. Os valores admitidos são S, para sim, e N, para não.

É importante separar duas informações: o código do motivo de afastamento e a identificação de que se trata da mesma doença. Ter o mesmo código não significa, automaticamente, que a doença seja a mesma.

Como fica o preenchimento?

Para início de afastamento em 26/10/2026 ou depois, a revisão estabelece:

SituaçãoComo informar infoMesmoMtv
Motivo diferente dos códigos 01 e 03Não preencher.
Motivo 01 ou 03, com afastamento anterior do mesmo código, no mesmo contrato, dentro de 60 diasPreencher S ou N, conforme a situação.
Motivo 01 ou 03, sem esse afastamento anteriorNão preencher ou informar N.

O marco da regra é a data de início do afastamento, não apenas o dia em que o evento é transmitido.

Como fazer a conferência na prática

A empresa pode organizar um procedimento para evitar decisões automáticas ou baseadas em informações incompletas.

 

1. Confira o documento recebido

Verifique a identificação do trabalhador, as datas e o período indicado. Se houver dúvida, encaminhe a questão ao responsável definido pela empresa para esse atendimento.

Evite registrar uma interpretação clínica por conta própria. O trabalho administrativo deve partir de informações verificadas.

 

2. Localize o contrato correto

Confirme a matrícula e o vínculo ao qual o afastamento pertence.

Na conferência interna, não reúna indiscriminadamente ocorrências de contratos diferentes apenas porque pertencem à mesma pessoa.

 

3. Consulte o histórico de afastamentos

Levante os registros anteriores e compare as informações do sistema com os eventos efetivamente enviados.

Se houver divergência, identifique sua origem antes de transmitir uma nova informação. Um lançamento salvo na folha pode ainda estar aguardando processamento ou correção.

 

4. Confirme a informação necessária ao preenchimento

Quando for preciso responder se o afastamento decorre da mesma doença, envolva o profissional ou serviço de saúde responsável, conforme o fluxo da empresa.

O RH não deve escolher uma resposta apenas para conseguir concluir o envio. A informação precisa ter fundamento, com acesso aos dados de saúde limitado a quem necessita deles para exercer sua função.

 

5. Verifique o arquivo transmitido

A tela da folha pode apresentar nomes diferentes para os campos. Por isso, peça ao fornecedor que explique como a informação preenchida é convertida no evento enviado ao eSocial.

Isso é especialmente importante quando o sistema utiliza uma opção padrão, como “não”, sem que o usuário perceba.

Exemplos para entender a rotina

Os exemplos abaixo são ilustrativos e pressupõem que o afastamento esteja sujeito ao envio do S-2230.

 

Exemplo 1 — Não há afastamento anterior na condição prevista

Um trabalhador inicia afastamento em 28 de outubro. Após a conferência, a empresa identifica que não existe outro afastamento anterior do mesmo código, no mesmo contrato, dentro do intervalo considerado.

Nesse cenário, a revisão admite deixar o campo sem preenchimento ou informar N.

 

Exemplo 2 — Existe afastamento anterior, mas a doença é diferente

Há um novo afastamento e outro anterior que atende aos critérios da regra. A informação obtida pelo fluxo responsável confirma que eles não decorrem da mesma doença.

O preenchimento deve refletir essa conclusão: N.

 

Exemplo 3 — Afastamentos pela mesma doença

O histórico atende aos critérios e a informação é confirmada como referente à mesma doença.

Nesse caso, o preenchimento correspondente é S.

Atenção: repetir o código do motivo de afastamento não basta para selecionar “sim”. A resposta se refere à doença que originou os afastamentos.

E se o documento não trouxer informação suficiente?

A ausência de informação não deve ser transformada automaticamente em uma conclusão.

O caminho recomendado é registrar a pendência, encaminhá-la ao responsável pela análise e acompanhar a solução dentro do prazo aplicável ao evento.

Também vale combinar previamente:

  • Quem recebe os documentos.
  • Quem verifica o histórico.
  • Quem esclarece dúvidas de natureza médica.
  • Quem autoriza o preenchimento e transmite o evento.
  • Quem acompanha o retorno do eSocial.

 

Essa divisão ajuda a evitar que uma dúvida fique circulando entre setores sem responsável.

Como agir se o eSocial rejeitar o envio?

Uma rejeição precisa ser investigada antes de uma nova tentativa. O DP pode seguir esta sequência:

  1. Guarde o código e a mensagem de retorno.
  2. Confira os dados enviados, especialmente início do afastamento, motivo, vínculo e preenchimento do campo.
  3. Compare o lançamento com o histórico registrado.
  4. Acione o fornecedor se a informação estiver correta na tela, mas for transmitida de maneira diferente.
  5. Corrija a causa identificada e acompanhe o novo processamento.

 

Não altere datas ou motivos para contornar a validação. A correção deve preservar a situação real do trabalhador.

Também é importante distinguir evento rejeitado de evento já aceito. Antes de excluir ou retificar informações, confirme o procedimento adequado e seus possíveis reflexos com o responsável técnico.

A atualização exige reenviar todos os afastamentos?

A revisão não deve ser interpretada como uma ordem geral para retransmitir todo o histórico.

A recomendação é identificar os eventos alcançados pela regra e avaliar eventuais inconsistências. Reenvios, exclusões ou retificações em massa precisam de análise prévia.

Da mesma forma, essa alteração técnica não substitui a avaliação das regras previdenciárias ou de outras obrigações relacionadas ao afastamento.

Checklist de apoio para o RH e o DP

Antes de concluir o procedimento, confira:

  • O documento foi recebido e verificado?
  • O vínculo e a matrícula estão corretos?
  • A data de início foi registrada corretamente?
  • O histórico necessário foi consultado?
  • Existe fundamento para a informação sobre a mesma doença?
  • O sistema contempla a revisão de 20/10?
  • O retorno do envio foi conferido?
  • As pendências têm responsável e acompanhamento?

O que a empresa deve fazer agora?

O primeiro passo é confirmar com o fornecedor da folha como a revisão foi implementada. Em seguida, alinhar o procedimento entre RH, DP e os responsáveis pela saúde ocupacional.

Um fluxo confiável combina informação correta, responsabilidade definida e conferência do retorno. Essa organização ajuda a reduzir retrabalho e permite tratar divergências sem perder de vista a situação real do trabalhador.

Como a folha Webfopag apoia o RH nas atualizações do eSocial

Acompanhar as mudanças do eSocial faz parte da rotina do Departamento Pessoal. Contar com uma folha conectada ao ambiente do governo ajuda a transformar essas atualizações em ajustes no sistema, trazendo mais agilidade para a operação.

A folha de pagamento Webfopag é integrada ao eSocial e recebe atualizações automáticas para acompanhar as mudanças nas regras e nos leiautes aplicáveis. Assim, a equipe pode concentrar sua atenção na conferência das informações e no acompanhamento dos envios.

 

Principais características

  • Cálculo instantâneo: processa a folha automaticamente e em tempo real a cada novo lançamento, facilitando a conferência dos resultados.
  • 100% em nuvem: dispensa instalação de servidores locais, backups manuais e manutenção de banco de dados pela empresa.
  • Conformidade legal: recebe atualizações automáticas para acompanhar as regras trabalhistas vigentes e as integrações com o eSocial.
  • Acesso móvel e web: disponível pelo navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, conforme as funcionalidades de cada ambiente.

 

Para o RH, isso significa menos tarefas de manutenção e mais disponibilidade para acompanhar a operação. O sistema acompanha as mudanças técnicas, enquanto a equipe mantém o papel essencial de conferir os dados e tratar eventuais pendências.

Quer conhecer a Webfopag? Fale com um especialista e descubra como simplificar o processamento da folha e a integração com o eSocial.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *